Arquivo do mês: junho 2015

Fernando De Pinho Barreira – Perito

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DIGNIDADE DO INTERNAUTA X FACEBOOK/WHATSAPP/GOOGLE

Mais um Parecer Forense sobre o funcionamento do Whatsapp – até quando o brasileiro terá de emular com os provedores estrangeiros pela restauração de sua paz e dignidade?  

 


Comissão de Direitos Humanos da ALESP conta com a colaboração do Perito Fernando De Pinho Barreira

Nesta quarta-feira o perito Fernando De Pinho Barreira compareceu à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, presidida pelo Exmo. Sr. Deputado Carlos Alberto Bezerra Jr. com a temática das listas depreciativas conhecidas como “Top 10”

  


Palestra do Perito Fernando De Pinho Barreira na Universidade de Caxias do Sul – UCS de Bento Gonçalves

Palestra do Perito Fernando De Pinho Barreira na Universidade de Caxias do Sul – UCS de Bento Gonçalves O USO DA CRIMINOLOGIA NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL  #UCS #CARVI #bentogoncalves #guiadebento #universidade #caxiasdosul #palestra #FernandoDePinhoBarreira #perito #aulamagna #especialista #direitodigital


DESMISTIFICANDO A DEEP WEB – pelo Perito Fernando De Pinho Barreira

  

  
                      É verdadeiramente  frequente, após o término de alguma palestra sobre crimes de alta tecnologia, haver alguma pergunta sobre a Deep Web e suas implicâncias na sociedade.

                      Essa rede, onde, dentre atividades lícitas (sim, há na deep web atividades lícitas), pupulam práticas criminosas, é envolta em uma aura nebulosa de mistério. 

                    Quando o assunto é abordado, normalmente pouco se esclarece, variando as abordagens entre o bizarro de alguma publicacoes e anúncios e a ênfase no desestímulo ao uso.

                    Mesmo no meio acadêmico, pouco se tem feito para desmistificar essa tecnologia. E isto ocorre mais devido à prosaica falta de experiência prática do pesquisador com a rede do que em função de uma real dificuldade de acesso ou hermetismo da deep web. 

                     Se é sedutor o apelo de discorrer-se sobre algo inacessivel  aos demais, o charme da Deep Web, pretende-se, ficará bem menor ao final  deste artigo. 

                      Temos por hábito entender as tecnologias algo indissociável do meio em que vivemos  – já dito exaustivamente: não existem dois mundos, real e virtual.

                       Não seria diferente com a Deep Web: apenas uma plataforma onde se encontram os mesmos ilícitos e relações jurídicas que podem ser encontradas, sem o uso da tecnologia,  nos meios de vazamento de informações, jornalísticos e criminosos.

                            O meio de acesso à Deep Web não é tão distinto do acesso à Internet convencional. O que a diferencia, tecnicamente, é a existência de três camadas, com criptografia crescente e uma expectativa (sim, apenas expectativa) de anonimato.

                        Baseada em uma  configuração não muito complexa de dois navegadores de Internet específicos, o Tor, principalmente  (que oculta o endereço IP do usuário), e o menos utilizado FREENET (que oculta o endereço IP das páginas) além da instalação (no caso de usuários Windows com o Tor) do conjuntos de ferramentas Vidalia, o usuário de Internet passa a ter acesso ao que poderíamos chamar de  um conjunto de redes sociais, com interesses diversos.

                        Já muito se discorreu sobre os conteúdos criminosos encontrados na Deep Web, que variam em torno de pedofilia, crimes contra a vida e a integridade física, atentados contra a dignidade da pessoa humana em suas formas mais diversas como canibalismo, perversões sexuais – dentre elas a pedofilia – grupos de ódio e preconceito, comercio e tráfico de armas.

                     Raramente é tratado, no entanto, do vazamento de informações e denúncias anônimas, estas últimas utilizadas pelos jornalistas, e muito comuns na Deep Web.

                       Além da desmistificação da tecnologia, o que, curiosamente somente os técnicos parecem empenhados em fazer, tornando-a inteligível para os outros profissionais envolvidos no direito, temos tratado muito do uso de métodos e técnicas e não só do uso das convidativas ferramentas forenses, além de acreditarmos no privilégio do raciocínio sobre o automatismo da perícia investigativa, na persecução penal.

                          As diversas perguntas que normalmente ouvimos sobre a Deep Web vêm seguidas, inexoravelmente, de um questionamento específico: porque as autoridades, e até os Estados, permitem que a Deep Web continue a existir?        

                              A extensão da pergunta é um tanto ampla, e convida à resposta, vários entes públicos. Do ponto de vista da investigação criminal, não somente as inteligências policiais, como a perícia privada, utilizam a Deep Web como mais uma técnica e fonte de investigação.

                           Retornando-se ao privilégio do raciocínio sobre a mecanização da perícia, não é incomum encontrar-se a autoria de um crime cometido com o uso da Internet convencional, na Deep Web.

                       Aquele criminoso cuidadoso na Internet, não raro pode ser encontrado jactando-se de suas proezas, ou tentando desfazer-se do produto do ilícito, na Deep Web, tranqüilizado pela expectativa de anonimato.

                   Da mesma forma que Vidocq, no século XIX, a visita aos locais de reunião de criminosos permanece como uma técnica de investigação criminal formidável, sendo que as camadas de criptografia e ocultação de IPs dos navegadores da Deep Web nao representam um verdadeiro obstáculo ao perito preparado, pois não há crime perfeito, quando há perfeita investigação.